sexta-feira, 6 de outubro de 2017


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A BANANA UM FRUTO PERFEITO
Ricardo Narciso da Rocha

Que rufem os tambores
Nesse dia feliz, fenomenal
Vou falar do fruto principal
Pros atletas que são corredores,
Pra memória dos atores,
No espaço que lhe é de direito
Na ágora, no teatro, eu aceito
A banana e a sua brejeirice
No nordeste tem a sua expertise...
A banana é um fruto perfeito.

Da Ásia chegou à boniteza
Na cor amarela, verde, vermelha
Uma fruta que liberta uma centelha
De uma energia com certeza,
Traz potencia e robusteza
E o trabalhador fica refeito
Da doença, e pula do leito,
Pois tem sua faceirice
No nordeste tem a sua expertise...
A banana é um fruto perfeito.

Saborosa e adocicada
É a mais consumida do mundo
Pela Maria e o Raimundo
É um fruto pra criançada
Que sobe e desce as escadas
E no mercado eu espreito
Se ta verdosa bem no eito,
É gostosa, não desperdice.
No nordeste tem a sua expertise...
A banana é um fruto perfeito.

Ela nasce da bananeira
E seu fruto nasce em cachos
E o doce se faz até em tachos
E se escorre em boas peneiras
Colocam-se nas prateleiras
As compotas desse fruto eleito
Ela é a causa e o efeito
De estudo, - você pesquise -
No nordeste tem a sua expertise...
A banana é um fruto perfeito.

A sua casca é bem sedosa,
A mais doce é a Coruda
E a sambista mais rabuda
Dança bonita como uma rosa
Cheia de vigor e bem pomposa
(Já escrevo bem nesse pleito)
Todos nós estamos sujeito
Ao enfrentar da banana, a crise
No nordeste tem a sua expertise...
A banana é um fruto perfeito.

A "São Tomé" é desconhecida.
Casca vermelha, ela é tropical,
Já plantei um pé no meu quintal
Aguando, deixando umedecida
E assim ela fica fortalecida
E fui dando o meu jeito
Plantando bananeira, feito
E refeito, da banana a reprise,
No nordeste tem a sua expertise...
A banana é um fruto perfeito.

A três quinas é a prata
Uma banana mundial.
Consumida no âmbito social
Ela é a mais querida e barata.
Madura é mais doce que Ata,
É uma fruta sem defeito
Serve até como confeito,
(Com a banana se realize)
No nordeste tem a sua expertise...
A banana é um fruto perfeito.

A banana só perde pra laranja
No consumo de frutas em todo lugar
E o Nordeste vai se achegar
Como o maior produtor do Brasil,
Nossa produção de banana é mil...
Plantações de um bem-feito
Planejamentos sem malfeitos.
(E agora você improvise)
No nordeste tem a sua expertise...
A banana é um fruto perfeito.

Em homenagem ao dia mundial da banana
22/09/2017

















sexta-feira, 29 de setembro de 2017

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SONHO MORFEU
Ricardo Narciso da Rocha

Noite estrelada e unicamente eu preciso muito vislumbrar
A flor que eu escolhi nas horas que passam eternamente...
Um amor que encontrei em um sonho navegando nas ondas do mar
E nesse divagar de sonhos-pensamentos, clarificam a mente
Os relâmpagos de um aluvião...  Iluminam-te num pomar.

Pomar das macieiras, dos morangos, das parreiras verdejantes
Com suas uvas verdes esmeralda que brilham incessantemente.
E eu entorpecido nesse sonho mórfico, escabroso e agonizante
Vejo-te correndo por entre as folhas e frutos ininterruptamente,
Procuro-te e te encontro dentro dos teus olhos deslumbrantes.

Olhos com as íris dilatadas, fixadas nas fendas do meu nariz,
No ínterim de tempo e no espaço em que vaga lentamente
A sua alma que saiu decrépita no futuro que decerto feliz.
Deixei as minhas mãos atravessarem seu cabelo piamente,
Resolutivo e já entregando para Deus a amada Flor de Liz.

- Oh Flor de Liz eu te beijo, eu te abraço no meu colo amavelmente
Nessa noite de lua cheia, cinzenta, enuviada e invernosa... -Não se vá!
Como que uma despedida naquela total dor... Inexoravelmente
Deitados na cama de folha orvalhada os dois corpos nus, um par,
Dormem, dormem... No sonho Morfeu, quase que real, literalmente.

E o real foi surgindo novamente para afastar de uma vez a morte, 
Morte que foi derrotada pela vitória do amor, da vida extrapolada,
Metamorfoseada, ressuscitou sua amada num lapso de sorte,
Os dois saíram das matas, dos parreirais inebriantes, ela obnubilada,  
Ele esperançoso, ambos retornam desse sono-sonho muito forte.

E os dois acordaram do profundo sono, é a realidade concreta.
Os dois se olham, se abraçam no leito do seu quarto, já matutino,
Confraternizam a realidade de suas vidas verdadeiras e discreta.
Novamente olham-se, enquadrando um olhar profundo de tino,
Ambos se amam se entrelaçam espiritualmente, - é a vida correta -. 







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Zé Dos Santos um herói da RFFESA
O “homem de ferro” literalmente é o que podemos definir sobre o Senhor José Ferreira dos Santos, (Zé dos Santos), que praticamente, nasceu, cresceu e ainda vive dentro dos seus 103 anos de idade (Um homem centenário) no âmago da RFFESA. E, podemos, até dizer, que: Dentro do seu sangue corre os trilhos do trem que sempre chegava ao seu horário na estação de Camocim. Uma figura enigmática por conseguir congregar em torno de si toda uma família de verdadeiros vencedores. Agora, eles venceram por causa da dureza e firmeza dos propósitos desse nosso herói camocinense. Zé dos Santos, quando criança, precisamente aos seis meses fez a sua primeira viagem de trem acompanhado do seu pai, Antônio dos Santos que não podia parar de trabalhar, pois, estava a serviço, deixou aos cuidados de uma Senhora, o mesmo. Um tempo memorável, onde as estradas de ferro cresciam vertiginosamente, com o apoio da nova república, claro, o nosso digníssimo Zé dos Santos já estava adolescente e o que é melhor, o pai pôde lhe dar um emprego numa época de dureza, na própria estrada de ferro. E, acredite, nosso herói começou a trabalhar aos dezesseis anos, gratuitamente, sem receber nenhum centavo por mais de um ano. Depois, ele conseguiu engajar verdadeiramente como um ferroviário. Recebendo o seu primeiro salário. Acendeu, fazendo concursos internos e casou-se ainda novo, tendo quatro rebentos. Porém, a vida tem os seus reveses, Deus lhe tirou a bem-amada. Ele teve o ônus de cuidar de quatro crianças sozinho. No caso, eles são: Efigênia, Fátima, José Sarto e Francisca. Depois de namorar algumas pretendentes ele se enamorou com a futura Senhora Santos, Margarida, era o seu nome, o seu grande amor. Evidente, que estamos escrevendo sobre um homem viril e, portanto, com a Senhora Margarida, teve sete filhos. Tadeu, Avelar, Augusto, Rosa, Vicente, Minerva e Ângelo Roncali. Todos foram educados dentro de um padrão rígido, militarista, porque Zé dos Santos gostava da retidão, do patriotismo, da honestidade, do pudor e temor a Deus. É tanto que, três filhos seus são, oficiais militares. O grande Coronel dos Bombeiros do Estado do Ceará, José Sarto, o Augusto, oficial da aeronáutica, Vicente, oficial da polícia militar do Ceará. Todos se formaram e são cidadãos exemplares, engenheiro, geógrafo, biólogo, médico, advogado e professores. Entretanto, um homem tem suas fraquezas, tem suas distrações, seus apuros, seus medos e como não poderia dizer: Seus momentos de heroísmo. E Camocim era nessa época chamada de a Veneza do Ceará porque tinha um balaústre lindíssimo que protegia a cidade das ondas do mar, havia ares de “belle époque”, a la França, com a mais completa e bonita estação de trem do Nordeste. E, que, foi inaugurada na época do imperador D. Pedro II. Após, veio, também, a aviação da Panair do Brasil com seus grandes aviões Catalinas que aterrizavam nas águas do rio Coreaú. Foi o auge de uma cidade que dava indicações de grande progresso. E o nosso querido Zé dos Santos gostava de jogar uma sinuquinha no Bar do Dedim ali em frente à praça da estação, bebia uma aguardente branquinha, enquanto jogava conversa fora com os velhos amigos como Agnelo Campos, Valmir Pinto e o Dourado. No Camocim Clube, com o Fernando Trevia, diretor do mesmo, bebia umas e outras para depois voltar pra casa beijar a mulher e as crianças, tomar um banho e ir criteriosamente à missa todos os dias no cair da noite. Tinha estimada amizade com o Artur Queiroz, pois passava horas jogando sinuca apostada e ouvindo na velha radiola, Vicente Celestino, Anísio Silva e Nélson Gonçalves. Tinha os seus critérios relativos à política, gostava dos “camisas verdes” (Integralistas) e geralmente, ia para a casa da Senhora Sinhá Trévia escutar no rádio da mesma, os discursos de Plínio Salgado. Em tempos vagos, como férias, licença prêmio e ou licença por doença ele tirava um bom tempo para estudar e ler bons livros. Era conhecido pelo vasto conhecimento, (autodidata), por isso, exercia uma liderança junto aos ferroviários de Camocim. Na época das políticas, não pendia nem para um lado, e não pendia, nem para o outro. Gostava de dizer que: “Não puxo o saco de ninguém, e não preciso pedir nada a ninguém”. Conta-se que houve um grande ato heróico realizado por Zé dos Santos, na sua juventude enquanto trabalhava nos vagões entre as cidades de Sobral e Camocim, houve um descarrilamento e muitos passageiros e companheiros ferroviários ficaram presos nas ferragens. Quando o socorro chegou o próprio disse: Salvem todos eles e me deixem por último. E assim, aconteceu. Esta é uma crônica de um homem que viveu o seu tempo e soube tirar o melhor de todos os momentos. Por isso, Deus lhe concedeu um tempo centenário como testemunho de que, a honestidade e a retidão dos valores humanos, e patrióticos, valem à pena.
Ricardo Narciso da Rocha






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REBECA E O VENTO
Ricardo Narciso da Rocha

O tempo escurecido espalha um vento lúgrube,
Vento forte e frio, e poeirento rebate nas folhas, um farfalhar...
E os varais no quintal com os trapos, a chuva a molhar...
Não só as roupas, mas os sonhos de aquarela cor,
Da menina Rebeca que é uma linda boneca na choupana d'amor.
-Ah menina linda, loira dos olhos vivos, claros e azuis-
Ver o tempo passar na sua cadeira de balançar...
E, naquele momento, surge um vislumbrar 
De novos dias, novas esperanças da menina boneca, bela...
Anda e se debruça no peitoral marmoreado da janela,
Aflita naquele já sereno fino, frio de mormaço 
A espera do pai, e mãe que labutam na agricultura,
Ao avistar os seus, e aquelas boas, amáveis criaturas...
Rebeca vibra e grita dentro do seu bom coração.
-Graças a meu bom Deus meus pais já trazem o "pão"-,
Ela se agita olhando o pai já tirando à agulha da porteira,
Tangendo seus burricos, no caminho, cheios de espinheiras,
Rebeca corre, e tira da porta a tranca, abrindo à fechadura.
E o pai já sobe às escadas e tocando nas mãos bonitas e puras
Daquela filha única, expressão maior de seu grande amor.
Abraça-a, um abraço que a rega, a nutre, sua pequena flor.
28/07/2017
















segunda-feira, 25 de setembro de 2017


AS MONARETAS DE CAMOCIM
No final da década de 60, precisamente em 1969 do século 20, surgiam no mundo às bicicletas Monareta do longínquo continente europeu. A Caloi, a Monark despontou com um tipo peculiar de bicicleta para adolescentes, que na verdade, se tornou uma febre mundial. Ora, em Camocim a meninada já comprava as revistas que eram vendidas ali na mais conhecida Banca de Revistas na terrinha dos peixes. A do nosso amigo Edmundo Fontenelle, (Biscoitinho) marido da Dona Marizete Fontenelle que era pai da nossa amiga Jacqueline Fontenelle. Ficava ali na Rua Engenheiro Privat já próximo da praça da estação. A meninada ia lá comprar as boas revistas em quadrinhos do Walt Disney. Mickey Mouse, Pato Donald, Tio Patinhas e também, a do Brucutu, Marinheiro Popeye, Mônica e Cebolinha. Tinha ainda os almanaques de figurinhas que foi um sucesso à época entre a meninada. Claro que, os pais da gente compravam as revistas, Cruzeiro, Fatos e Fotos, Manchete, Veja dentre outras. E, em casa, nós folheávamos tais revistas. Então, eu e minha irmã Cristina vimos às propagandas das belas Monaretas. Ai meu filho, o aperreio foi grande. - Mãe, eu quero uma bicicletas dessas aqui... -apontando para a propaganda na revista O Cruzeiro - e minha irmã com o dedinho dela, apontando do mesmo jeito, novamente: Eu quero, eu quero, eu quero... O dia todinho entrando a noite adentro... A mamãe que era toda pra "frentex" com seus olhos azuis, com cílios postiços e cabelos loiros tipo Marilyn Monroe, cheia de charme só queria ver as novidades dos cabeleireiros, os perfumes e as maquiagens. - Porque afinal... Ser esposa de um bancário do BB (Banco do Brasil) em Camocim naquela época. Ufa! Nossa, era demais-. Minha mãe respondeu de pronto: - Meninos, seu pai vai chegar do trabalho, então... Eu converso com ele. -Agora, eu tenho que fazer o almoço vai tirar as fardas do colégio, tomar banho e brincar com os seus brinquedos na sala de visitas. Eu e a Cristina fomos para o quintal brincar com o Nino o nosso gato de estimação. Começamos a conversar sobre as tais bicicletas. -Olha Criss... Eu quero a azul e tu? Claro Ricardo, eu quero a róseo. Até porque só tem essas duas cores. Começamos a rir. O tempo passou e o papai chegou do banco naquela correria. (Suado, fedorento a dinheiro velho e a tinta de carimbo). -Coisa de Banco-. Depois que ele almoçou uma peixada de pargo com batatas-inglesas e um arroz a grega feito a capricho foi escutar no seu Rádio Capelinha PT 76 da Semp o Programa da Rádio Globo que sempre escutava naquela hora. O programa era do Haroldo de Andrade, também, as noticias do futebol, porque amava o Clube de Regatas Flamengo do Rio de Janeiro. Após tudo isso ia tirar a sua sesta na rede de tucum que ficava na sala de jantar. Sim, e as desejadas, amadas bicicletas Monaretas? Bem, eu e a Cristina ficamos de guarda com os olhos duros, sentados nos nossos colchões em nossos quartos a espera do papai Narciso acordar. Ansiosos, fomos averiguar diretamente "in loco" se acordou. Entretanto, roncava como um porco barrão. - Psiu! Silencio, asseverou a Cris... Respondi afirmando positivo com o dedo polegar pra cima, Psiu! Silêncio falando baixinho, respondi. O tempo passou deu 14 horas, e de repente levantou-se às pressas. - Meu Deus está em cima da hora de ir ao Banco. Arrumou-se todo e eu no pé dele e ele de rabo de olho, olhando pra baixo e perguntando. O que é que tu queres menino?  Eu respondi: - Pai eu quero uma Monareta! Sim, eu e a Cristina. -E o que é isso? Monareta? Respondi de pronto: - É um tipo de bicicleta muito bonita. Ele perguntou: - Já falou com sua mãe! Nós respondemos:- Sim... Em alta voz. Ele compadecido com as nossas carinhas de anjo disse:- Vejam, eu prometo que vou conversar a noite com a Agmar e daremos a resposta final para esse fim. Agora, eu tenho que trabalhar. Então, se levantou de sua cadeira predileta e foi pelo corredor até a porta de saída de casa. O tempo passou, passou, passou... E então... O Natal chegou. - Ah a terrinha do pote respirava o Natal, o trem ia e vinha da estação com o seu som peculiar do sino que batia: blém, blém, blém, blém... Tanto na chegada, como na saída lotado de camocinenses ansioso para fazer as compras em Sobral, já outros iam todos para Fortaleza mesmo. Às vezes a linha ferroviária colocava três trens extras para dar vazão a tanta gente. Os ônibus da empresa Macaboqueira saiam da frente da estação lotadas de passageiros para os municípios vizinhos, O Mercado Pinto Martins fervilhava de transeuntes e curiosos que vinham conhecer a cidade como também fazer compras de materiais de pesca, artesanais, roupas e alimentos. À Igreja do Bom Jesus dos Navegantes toda iluminada e preparada para os festejos do Natal, porque a Igreja é a alma de todos os Natais da Terra e devido a isso o Padre Inácio já em suas homilias preparava o povo para mais um nascimento de Jesus menino para todos os camocinenses. -Que ansiedade positiva o povo passava- Bem, como sempre na véspera o papai botou todo mundo pra dormir e no outro dia acordamos cedo com uma barulheira danada que vinha da sala. E ali na sala tinha uma árvore de Natal feito artesanalmente pela minha mãe. Feita de galhos tirados dos mangues do "outro lado" que a mamãe enfeitou com algodões, bolas natalinas, estrelas do mar, búzios e conchas marinhas de todos os tamanhos. Então eu, a Cristina, a Daulis que era ainda uma "picurrucha" de apenas três aninhos e o Ulisses de um aninho apenas, foi todos ver os presentes trazidos pelo papai Noel. E ali estavam as duas Monaretas Caloi encostadas na parede da sala. Uma azul e a outra rósea. Como nós pedimos. Depois do café da manhã fomos voados para a pracinha do amor para pedalar a beça. - Ah que tempo bom da minha infância em Camocim.

Ricardo Narciso da Rocha
16/08/2017


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A POESIA É CULTURA PINTADA EM PALAVRAS
Ricardo Narciso da Rocha

Poesias de um modo conseqüente, que é reveladora dos momentos quentes.
É um mundo encantado dos desenhos animados que Disney fez com amor,
É um verso deslumbrante que Anita Mafaltti pintou emblematicamente, 
É um cálice de vinho elevado juntamente com o pão no altar do Senhor.

Poesia de um modo conseqüente, que é reveladora dos momentos quentes.
É a música estridente do U2 que toca nas rádios se dissolvendo nas mentes,
É o barbeiro no seu ofício, barbeando com perfumes franceses emolientes,
É a dança, no Cirque du Soleilre que é um "espetacular"e  transcendente.



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A carnaúba

Linda planta espalmada sob o sol,
Suas folhas são como raios verdejantes,
As folhas fazem sombras do nascer ao arrebol,
E frutos, um alimento doce e pujante.
Seus troncos são como uma escada para o céu,
Ó carnaúba maravilhosa e resplandecente
Das flores, as abelhas tiram o néctar para o mel.
És para o homem árvore benevolente,
Estais nos meus sonhos imaginários,
Da tua palha se faz o chapéu do agricultor.
Ó Riqueza do torrão e do arrendatário,
Faz-se o surrão, se faz o caçuá do pescador,
Faz-se o pó da cera cheirosa que dar brilho,
Faz-se a coberta da garrafa da cachaça,
E no seu tronco o vaqueiro amarra o novilho
E também, o zebu que ele enlaça.
Faz-se o componente do celular,
Faz-se o componente do computador,
Faz-se a esteira gostosa pro nenê ninar
E o apoio do prato do rico benfeitor.
Ó carnaúba, palmeira cheia de pureza
Suas folhas são bonitas, são abanadores
Que Deus criou para abanar a natureza,
É símbolo de um sertão de lutadores.
Ricardo Narciso da Rocha12/04/2017



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A paz que o mundo precisa

          O maligno diz aplacando a paz:
Sai paz do mundo, vigora agora a guerra.
A vida rebusca a paz, a guerra lhe sufoca cada vez mais...
Qual a paz que tu queres? Mas o mundo emperra.
Dou-te a paz da fantasia e dou-te agonia contumaz.
Oh homem... Como seja a paz... Se bem sabes que não existe. "A PAZ".

Qual a paz que tu queres e desejas?
A paz do dinheiro, da luxuria ou do cemitério?
Será a paz das fábulas? Ou a paz dos conflitos?
A paz da gruta de um santo eremitério...
A paz incoerente, inconsequente, a dos aflitos?
A paz que o mundo dita. Nua, escarnecida e sem mistério.

Oh homem... Cada paz tem o seu peso.
Dou-te a riqueza, dou-te os saberes, a beleza,
Um coração que sorri em sentimentos intensos.
Aprecie oh homem, o silêncio com a paz posta na mesa.
A paz que no mundo seja um termo propenso.
Uma paz vigilante como fogo, acessa.

Oh homem queres a paz plena?
Como? Se tu espelhas o teu ódio implacável.
Sempre estás em agitação intensa.
Seu ego formado, egoísta, inexpugnável,
Explodem  palavras como violência.
Sua tendência é ser um SER abominável.

Deus responde ao homem:
A paz é quando o espírito está extremamente elevado.
Mude o foco da sua vida, faça meditação.
Deixe de ser um homem malvado.
Lembre-se do amor ao próximo e da oração.
Limpe o seu ego fajuto e maltratado.

A paz real e transformadora
É a paz que foi crivada na cruz.
É a paz que veio ao mundo consciente.
É a paz verdadeira, a paz que é Jesus.
Não seja uma falsidade inconseqüente.
Revolucione a paz interior, que é luz. 
A paz real, transformadora

Ricardo Narciso da Rocha
 27/04/2015